Início do uso

Há muitos anos usamos imobilizações como método de tratamento de membros traumatizados. Os primeiros registros de imobilizações datam de 2494 a 2345 antes da era cristã (AEC), do Egito antigo, sendo que em Naga-ed-Der em 1903 durante a Expedição Egípcia Hearst da Universidade da Califórnia, liderada pelo Dr. GA Reisner, foram achadas duas talas nas escavações de tumbas da quinta dinastia e descrito em artigo publicado em 1908, pelo Sr. G. Elliot-Smith. Um dos primeiros registros de imobilização moldada, porém, é descrita por Hipócrates no ano de 350 AEC com a descrição do uso de bandagens embebidas em resina e cera para o tratamento de injúria dos membros.

Houve muitas outras descrições que tratavam do assunto, trazendo variações de uso de materiais para enrijecer as bandagens para imobilizar os membros, como do médico árabe Rhazes Athuriscus e o do cirurgião espanhol El Zahrawi (960-1013 DEC), que descreveu uma receita de pasta de argila e de ovos com farinha para endurecer as ataduras. Pouco progresso foi feito até o início do século 19, sendo que os moldes feitos com amido eram os mais utilizados.

Fóssil de uma fratura do fêmur do Egito Antigo
Fóssil de uma fratura do fêmur do Egito Antigo

Gesso moderno

A revolução ocorreu com o início do uso do gesso de Paris no começo do século 19 como massa modeladora de bandagens para uso médico, sendo a gipsita já conhecida e utilizada em outras áreas como construção civil e arte nos séculos e até milênios anteriores. O uso se iniciou na Europa e o gesso era despejado em uma caixa de madeira. Em 1839, Lafargue de St. Emilion usou pela primeira vez uma pasta de amido com o gesso de Paris para embeber linho e utilizar para enrolar o membro a ser imobilizado. O uso mais intenso do gesso, porém, se iniciou com o médico militar holandês Anthonius Mathijsen, que escreveu seus usos em um artigo na revista Repertorium. Seu texto “Novo método para aplicação de bandagem com gesso de Paris” trouxe a descrição do preparo de bandagem gessada que durou até 1950. Outro grande promulgador do uso do gesso foi o médico militar russo Nikolay Pirogov devido seus trabalhos com bandagens gessadas na Guerra da Criméia. O preparado de gesso para embeber tecidos era realizado pela equipe de enfermagem dos locais de uso até o início da fabricação comercial em 1930.

Visão atual

Desde então, tivemos poucos avanços reais em imobilização ortopédica, sendo que apesar do aumento do uso de materiais alternativos como fibra de vidro ou plásticos termomoldáveis, não vemos aumento real e uso cotidiano de tecnologias alternativas. Temos evoluído muito, porém, em relação a utilização de novas técnicas e materiais para essa finalidade e a Hefesto tem por objetivo tornar mais agradável o uso dessas imobilizações, trazendo objetividade ao médico e conforto ao paciente e pretende, dessa forma, atingir uso amplo com uma imobilização que deve remodelar o tratamento com órteses.

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